(67) 3331-1655
Seg. a Sex. - 12h às 18h. Atendimento ao público: 12h às 17h

Notícias

Faça sua busca de notícias

Ir para: Todas as Notícias
Publicado em: 11/09/2018

Prevenção da Raiva

.

A raiva é uma zoonose transmitida ao homem pela inoculação do vírus rábico contido na saliva do animal infectado, principalmente por meio de mordedura e, mais raramente, pela arranhadura e lambedura de mucosas. É uma doença letal, envolve, ainda, um alto custo na assistência preventiva às pessoas expostas ao risco de adoecer e morrer.

Conhecida desde a antiguidade, a raiva continua como um grave problema de saúde pública no Brasil e no Mato Grosso do Sul. A prevenção se dá de duas formas principais: através da profilaxia pré ou pós-exposição. A profilaxia pré-exposição é indicada para pessoas com risco de exposição permanente ao vírus da raiva, durante atividades ocupacionais exercidas por profissionais como é o caso dos médicos veterinários, que precisam se vacinar e fazer controle sorológico a partir do 14º dia após a última dose do esquema. Em caso de título insatisfatório, isto é, <0,5 UI/ml, deve-se aplicar uma dose de reforço, via intramuscular, e reavaliar novamente a partir do 14º dia após a aplicação. Todos os profissionais que realizam pré-exposição devem repetir a titulação de anticorpos com periodicidade compatível com o risco ao qual estão expostos.

A profilaxia pós-exposição é realizada através da aplicação de soro e/ou vacina antirrábica de cultivo celular, e é indicada a cada paciente com o risco de desenvolver a doença após exposições, como: mordeduras, arranhaduras, lambeduras e contatos indiretos. Tais situações devem ser avaliadas individualmente de acordo com as características do ferimento e do animal envolvido para fins de conduta de esquema profilático. É imprescindível, no entanto, a limpeza do ferimento com água corrente abundante e sabão (ou outro detergente), em caso de possível exposição ao vírus da raiva, pois essa conduta diminui, comprovadamente, o risco de infecção. A limpeza deve ser feita imediatamente após a agressão e o paciente procurar assistência médica imediata para avaliação e indicação ou não, de tratamento profilático antirrábico.

O controle da raiva urbana baseia-se em ações como: educação em saúde, vacinação em massa de pelo menos 80% da população de cães e gatos; observação clínica de cães e gatos por 10 dias após a agressão; profilaxia pós-exposição em tempo oportuno para as vítimas de agressão e, na presença de um caso suspeito de cão ou gato com raiva, bloqueio de casos através da vacinação de todos os cães e gatos não vacinados em um raio de 5 km em 72 horas.

Fonte: Comissão Estadual de Saúde Pública Veterinária