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Vamos falar sobre escorpião?

Categoria: Artigo, CEMA, Comissões, Curiosidades, Destaques, Notícias | Publicado em: 10/06/2020

No CRMV-MS Cast desta semana será abordado o controle de escorpiões em áreas urbanas, que anos após anos vem aumentando gradativamente tanto na quantidade de animais que são presenciados pela população, assim também caso de acidentes escorpiônicos que são graves em situações de saúde pública. Antes de darmos início ao nosso conteúdo, como prevenção, controle, precisamos falar um pouco sobre a biologia e as principais características dos escorpiões. Eles são artrópodes, que constitui o principal grupo responsável por acidentes envolvendo animais peçonhentos em nossos pais, são animais terrestres, sua grande maioria tem habito noturnos, eventualmente podemos encontra-los durante o dia, sendo mais comum habito noturno.

O clima tropical predominante em nosso país, de novembro março são meses de mais chuvas e altas temperaturas são meses que os escorpiões aparecem e também é o período em que acontece mais acidentes inclusive dos mais graves. Alimentam-se de baratas, grilos, aranhas e pequenos vertebrados e o fato de encontrarem condições propicia em ambiente urbano principalmente essa grande fartura de alimento e condições de abrigos que eles podem se esconderem façam que permaneçam cada vez mais próximo aos seres humanos e aos animais domésticos como cães e gatos.

Os escorpiões possuem vários órgãos sensoriais que fazem com que possam se adaptar a variações climáticas e a presença de componentes nocivos no ambiente como é o caso dos inseticidas. Nas residências podemos encontra-los  em saídas de esgotos, ralos, casas de gorduras ,em baixo de pias, sempre procurando lugares escuros e úmidos os acidentes ocorrem por acaso , e o animal acaba se defendendo , pica e causa inoculação do veneno.

O aumento das populações de escorpiões está relacionado aos hábitos alimentares  a forma de reprodução, proliferação das espécies e os seus comportamentos. Aliado a tudo isso, nós temos circunstâncias geradas exclusivamente pelo homem, como o aumento da geração de lítio e da forma inadequada que a população disponibiliza os lixos.

Como predadores tanto na área urbana quanto na área rural temos os lagartos, os camundongos, algumas aranhas corujas, e outras aves de hábitos noturnos. Terrenos baldios com matos, entulhos, lixos, locais com materiais de construção ou material insalubre, caixas de gorduras, caixas de ponto de energia, lixeiras e qualquer outro local que possa haver acúmulo de lixo são ambientes propícios onde podemos encontrar escorpiões.

Para que possamos evitar a proliferação a orientação é que sejam limpos jardins e quintais, evitar o acúmulo de entulhos, lixos domésticos, material de construção, que se realize a pode de plantas, e que mantenham as gramas sempre aparadas, que se realize a limpeza de terrenos baldios, que seja vedadas soleiras das portas, janelas, principalmente quando começar a escurecer, que se realize os reparos e concertos necessários das residências objetivando vedar frestas, buracos, assoalhos e vãos ou qualquer outro local que possam utilizar como esconderijo tantos filhotes como adultos que seja instaladas dispositivos de abre e fecha em chão, pias e tanques, colocação de telas em grelhas de captação de águas das chuvas e que se acondicione os lixos domiciliar de forma correta colocando os em sacos plásticos ou em outros recipientes que possam mantê-los fechados e disponibiliza-los diariamente para que sejam coletados e que faça o manejo de resíduos evitando proliferação de insetos, principalmente de baratas que é sua principal fonte de alimentação.

Como medidas de prevenção para evitar acidentes devemos verificar diariamente roupas, calçados, toalhas, camas, não colocar as mãos em buracos, não retirar pedras e troncos em decomposição sem a devida proteção de mãos e pés, então é sempre importante que a pessoa esteja manipulando, que eles estejam usando os EPI’s, uma luva grossa, uma bota,  evitando não só a picada de escorpião, mas também de outros animais peçonhentos, devemos afastar os móveis das paredes, evitar roupas de cama e mosqueteiros que ficam encostados no chão e evitar pendurar roupas nas paredes e portas.

Em caso de acidentes nós podemos observar quadro clínico local que caracteriza-se por dor de intensidade variável, podendo se estender inclusive a casos clínicos  sistêmicos e agravando principalmente em casos de acidentes com crianças e idosos, essas alterações podem causar hipo ou hipertensão, arritmias cardíacas, lesões renais graves, choque e até mesmo causar o óbito da pessoa. Caso ocorra o acidente imediatamente essa pessoa deve ser levada a uma unidade de saúde ou hospital de referência e da mesma forma caso isso ocorra com os pequenos animal, o animal deve ser imediatamente levado a uma clínica veterinária pra que se realize os procedimentos veterinários necessários.

Ocorrendo o aparecimento de escorpiões, procurar o serviço de vigilância em saúde de seu município para receber orientações sobre as modificações das condições do ambiente fazendo com que se torne desfavorável a ocorrência, a permanência e proliferação de tais animais. Os produtos químicos devem ser utilizados caso a orientação sobre as barreiras físicas já tenha sido adotada, lembrando que essa atividade deve ser executada somente por profissionais de empresas especializadas e devidamente licenciadas pela vigilância sanitária. O Ministério da Saúde preconiza o uso cauteloso de produtos químicos exatamente por essa capacidade de adaptação de escorpiões as moléculas e muitas vezes da ineficácia dos produtos que são utilizados. A aplicação de produtos para o controle químico de escorpiões deve ser realizada com prudência, uma vez que o uso indiscriminado pode causar a intoxicação das pessoas, a resistência de escorpiões aos produtos químicos utilizados e a morte de outros animais causando desequilíbrio ecológicos.

Artigo produzido por  Juliana de Rezende Araújo, membro da Comissão Estadual de Meio Ambiente (CEMA) do CRMV-MS.

Confira todos os CRMV-MS Casts, acessando: http://crmvms.org.br/podcast

 


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